O percurso
A exposição permanente do Centro de Música Negra irá desenvolver em quase 1000 m2, a extraordinária odisséia da Música Negra mundial. A base do projeto é um percurso temático, levando em conta a geografia e a história através de milhares de músicas, documentos audiovisuais, filmes e fotografias que compõem quase uma centena de interfaces interativas, espetaculares e sensoriais.
O percurso representará a diversidade da música negra no mundo : Afrobeat, Rumba, Blues africain, Musique Gnawa, Ragtime, Be-bop, Blues, Jazz, Gospel, Reggae, Funk, Rock, Samba, Samba-Reggae, Zouk, Calyspo, Música Popular Brasileira, Jazz, Crioulo, Salsa, Bachata, Merengue, Cumbia, Apartheid songs, Hip-Hop, músicas sagradas, Ska, Slam, Disco, Zouglou.
O percurso representará a diversidade da música negra no mundo : Afrobeat, Rumba, Blues africain, Musique Gnawa, Ragtime, Be-bop, Blues, Jazz, Gospel, Reggae, Funk, Rock, Samba, Samba-Reggae, Zouk, Calyspo, Música Popular Brasileira, Jazz, Crioulo, Salsa, Bachata, Merengue, Cumbia, Apartheid songs, Hip-Hop, músicas sagradas, Ska, Slam, Disco, Zouglou.
Você está convidado a seguir um percurso organizado em cinco grandes capítulos divididos em 14 sequências temáticas :
Os Monumentos Sagrados da Música Negra, Mama África, Nau, A América Negra, Global Mix.
Os Monumentos Sagrados da Música Negra, Mama África, Nau, A América Negra, Global Mix.
Cada uma das 14 sequências são formadas por :
- Grandes instalações espetaculares de imagens e sons.
- Interfaces interativas que apresentam os fatos históricos através de músicas, textos, referências cronológicas, fotos, documentos de arquivo e filmes.
- Conteúdo (música e filmes) em "realidade aumentada", disponível em um terminal multimídia individual para cada visitante.
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1 / Os monumentos sagrados da Música Negra
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Músicos, artistas engajados, espíritos criativos livres, chefes por natureza e figuras carismáticas, o impacto de suas obras fez deles ícones, dando forma à nossa cultura popular, alimentando nosso imaginário, algumas vezes nossa compreensão do mundo e da humanidade.
Os 40 maiores artistas negros do mundo, as lendas, os mitos, os ídolos da música negra no mundo. Uma melodia de Louis Armstrong, um refrão de Stevie Wonder, as canções de Prince, Jimi Hendrix, Angelique Kidjo, Salif Keita, Miriam Makeba, Aretha Franklin, Michaël Jackson, Billie Holiday, Ray Charles, James Brown, Miles Davis, Marvin Gaye, Pixinguinha, Cartola, Clementina de Jesus, Gilberto Gil, Ali Farka Touré, Public Enemy… O legendário Bob Marley e Fela Kuti.
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2 / MAMA ÁFRICA
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Uma homenagem à Mãe África. Uma profusão de ritmos tradicionais e cantos de liberação, ancestrais e contemporâneos, do Cairo à Johannesburg e Dacar à Zanzibar.
A África : continente de mistério e de personagens lendários, de diversas línguas e etnias. De sincretismo e de tradições rítmicas de uma riqueza singular. Desde os anos 50, os ritmos negros foram o pilar das músicas populares contemporâneas, do Mali à Nigéria uma modernidade frenética se inventou. Com ela, grandes artistas surgiram. Seduzida por seu charme, a Europa criou um conceito mais amplo para definí-la : o "som mundial".
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3 / NAU - Nascimento de um atlântico negro.
A terrível travessia dos navios negreiros
O caminho da transição, do sofrimento ao renascimento: frente a abominação a deportação e a escravidão, os artistas cantavam a dor e a esperança.
A travessia :
O comércio de escravos durou 400 anos. Organizado pelos Europeus entre os séculos XV e XVIII, ele transportou de uma margem à outra do Atlântico 30 milhões de africanos. Em condições miseráveis, os escravos contribuíram para a construção da fortuna no Novo Mundo.
Rituais e ritmos sagrados :
Mergulhados no horro da escravidão, os cativos africanos marcaram sua resistência. Ao Cristianismo, eles misturaram suas crenças espirituais. Ao Puritanismo, suas tradições rítmicas. O Voodo, o candomblé e o gospel nasceram secretamente. Tudo isso contribuiu para manter viva a esperança de liberdade e preservar os laços espirituais com a Mãe África.

4 / As Américas Negras - Viagem musical nas Américas
Negras
As músicas negras desenvolveram-se sobre o continente Americano: Estados Unidos, Cuba, Caraíbas, Brasil. De Nova York ao Rio de Janeiro, uma multidão de gêneros musicais apareceu: Blues, Jazz, Salsa cubana, Merengue, Cumbia, músicas AfroBrasileiras, músicas de resistência contra as discriminações…

A música afro-brasileira
Uma nação faminta de ritmos, de suingue, de misturas e de contrastes. Da Bahia ao Rio de Janeiro, os brilhos do Carnaval e o impressionismo da Bossa Nova coexistem. Raízes africanas e modernidade se misturam. Tradições e inovações se fundem. O Brasil é mestiço. Seu caráter é audacioso e seu patrimônio eterno.
Uma nação faminta de ritmos, de suingue, de misturas e de contrastes. Da Bahia ao Rio de Janeiro, os brilhos do Carnaval e o impressionismo da Bossa Nova coexistem. Raízes africanas e modernidade se misturam. Tradições e inovações se fundem. O Brasil é mestiço. Seu caráter é audacioso e seu patrimônio eterno.
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A odisséia do blues e do jazz
O blues é o elemento principal na formação da alma negra americana. O jazz, a expressão cultural dos Estados Unidos. Originados pelo cruzamento das identidades americanas, estas expressões artísticas nascidas da falta de esperança e de civilidade demonstravam o desejo de liberdade dos negros americanos, tranformando profundamente a música popular do século XX.
O blues é o elemento principal na formação da alma negra americana. O jazz, a expressão cultural dos Estados Unidos. Originados pelo cruzamento das identidades americanas, estas expressões artísticas nascidas da falta de esperança e de civilidade demonstravam o desejo de liberdade dos negros americanos, tranformando profundamente a música popular do século XX.

Rhythm’n’blues, soul, funk – os direitos civis
Não apenas um gênero, mas uma expressão musical popular da América negra contemporânea. Assim como o blues, o Rhythm'n'blues é uma matriz. A partir dele, inúmeros estilos se desenvolveram, acompanharam e documentaram a experiência contemporânea negra nos Estados Unidos.
Caribe
O Caribe. Um mosaico de ritmos, culturas e etnias originárias da escravidão. Mas, também, de trocas culturais entre africanos e europeus. Destas misturas, surgiram gêneros musicais originais no interior das ilhas com ares coloniais. Alguns deles viriam a seduzir o Ocidente por muito tempo.


Salsa e Cuba
Cuba : um cruzamento de influências culturais da Europa, dos Estados Unidos e do Caribe. Berço do son, da rumba e de artistas importantes, a ilha influenciou igualmente o desenvolvimento da salsa, criada pelas comunidades latinas de Nova York nos anos 60.

Apartheid
A segregação racial foi imposta na África do Sul em 1948. Os músicos negros partiram para a resistência, alguns em exílio forçado. O jazz sulafricano de Miriam Makeba e Hugh Masakela foi utilizado como arma e palanque para pregar a morte do apartheid. Suas preces foram ouvidas em 1991. Três anos depois, Mandela seguiu seu destino.
5 / GLOBAL MIX As Músicas Negras são planetárias
Do reggae ao rock, do disco ao hip-hop, a última sala é consagrada às raizes negras dos movimentos planetários. Diasporas, panafricanismo e mundialização, as Músicas Negras se propagam de Kingston até às grandes megalópoles.
Reggae e música Jamaicana
Ilha de lendas, terra de músicas, berço de ícones contemporâneos e de fantasmas de uma África mitológica, a Jamaica desenvolveu sua arte com os olhos voltados para o jazz norteamericano. Apaixonada, impetuosa e inovadora, sua influência, em outros gêneros surgidos no Ocidentes ao longo das últimas décadas, foi decisiva.
A aventura mundial do hip hop
Ao mesmo tempo cultura de rua, folclore urbano afroamericano, crônica dos guetos, modo de vida e movimento artístico, o hip hop tornou-se, em três décadas, expressão artística privilegiada de uma juventude mundial desfavorecida. Do Brooklyn à Dar es Salaam, de Argel a Joanesburgo, o hip hop rima dificuldade com poesia.
De tradição musical secular, a batida negra tournou-se um vírus, uma febre. Ao longo do século XX, seu ritmo inscreveu-se na base das músicas de dança mais populares, sejam elas eletrificadas (rock, etc.) ou ligadas à evolução tecnológica dos estúdios (techno ou kwaïto).
Produtores & divulgadores
Sem estes atores ocultos, os artistas, até mesmo correntes musicais, não teriam chegado ao grande público ocidental. Sem a contribuição deles também, testemunhas de um mundo ameaçado pela modernidade não teriam sobrevivido. Sem a ajuda deles, enfim, a odisséia da "música negra" teria ficado incompleta.
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09.06.10 10:00:30,